Aliados de Flávio minimizam falta de apoio do Centrão e apostam no vice como arma contra Lula
Filho de Bolsonaro disputa eleições com chapa pura e sem alianças partidárias, ao contrário das duas campanhas do pai, em 2018 e 2022
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O entorno do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) minimiza o afastamento do centrão nos apoios à campanha e aposta em conquistar nova fatia do eleitorado com o nome do vice, anunciado pelo partido nesta quarta-feira (5).
A expectativa é que o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) reforce a aproximação de Flávio com a pauta da segurança e amplie as projeções do senador no Nordeste. É na região que Flávio lida com maior dificuldade de apoio. Alfredo foi relator da CPMI do INSS e também deve ampliar críticas ao presidente Lula pela proximidade do filho Lulinha a uma das investigadas pela Polícia Federal.
Depois de muitas negociações, Flávio acabou fechando chapa pura, sem alianças a nível nacional com outros partidos de centro. O senador vai para as eleições após ouvir não de sete legendas de centro e direita, cenário diferente das duas campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022 e 2018.
Na última campanha, Bolsonaro também saiu com chapa pura, tendo o general Braga Netto como vice, mas a coligação com PP e Republicanos reforçou estratégia e tempo de TV. Já em 2018, Bolsonaro teve o apoio do PRTB, então partido de Hamilton Mourão, que hoje está no Republicanos.
Em 2026, Flávio acabou isolado, apesar das tentativas com o PP, União, Republicanos, Podemos, MDB, PSDB e Cidadania. O cenário o deixará com mais de 1 minuto a menos de campanha frente ao presidente Lula, que tenta a reeleição. O petista costurou apoio nacional de sete partidos de centro-esquerda: PT, PV, PCdoB, PSB, PSOL, Rede e PDT.
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